Novas diretrizes ISA para gerenciar um programa de calibração

Novas diretrizes ISA para gerenciar um programa de calibração

Por Jim Federlein, PE

A operação de malhas de controle de sistemas de controle e automação industrial (IACS - Industrial Automation and Control Systems) requer precisão, confiabilidade e consistência, atributos vitais para manter a segurança e a confiabilidade de uma instalação de produção. Quando medições são realizadas repetitivamente com o intuito de monitorar ou controlar uma instalação, os instrumentos de medição e os equipamentos de teste devem apresentar informações consistentes. Um programa de calibração bem planejado, implementado e mantido de forma correta, contribui diretamente para alcançar o nível desejado de operação.

Uma nova RP (Recommended Practice, ou Prática Recomendada) da norma ISA105, a ISA-RP105.00.01-2017, Management of a Calibration Program for Industrial Automation and Control Systems, acaba de ser publicada e estabelece a estrutura básica para o desenvolvimento e manutenção de um programa de calibração consistente para IACSs - incluindo a instrumentação utilizada em sistemas instrumentados de segurança. Ela fornece orientação sobre metodologias de calibração em  um IACS, considerando a precisão exigida pelo processo de cada malha e, se necessário, ajustando componentes da malha para alcançar a precisão desejada da malha ou do instrumento.

A necessidade destas diretrizes foi identificada pelo ex-presidente da ISA Leo Staples, gerente sênior aposentado que trabalhou com conformidade operacional na área de utilidades em instalações de óleo, gás e energia (OG&E), com base em um programa de calibração bem sucedido que ele desenvolveu. O comitê ISA105 determinou que as diretrizes fossem apresentadas no formato de uma RP, que traz práticas recomendadas, ao invés de uma norma com requisitos obrigatórios, permitindo que usuários de diversas indústrias e segmentos decidam como aplicar as práticas de forma mais eficaz para cada necessidade.

Importância de um programa de calibração

Sem um programa de calibração, a manutenção de controladores, indicadores e de dispositivos analíticos, geralmente é realizada somente quando ocorre um erro de leitura grande suficiente tornando-se óbvio para o pessoal de fábrica. As equipes de manutenção e de operação tomam suas decisões rotineiras com base nesses dispositivos. A indicação errada de um valor nestes dispositivos poderia levar à liberação de energia ou à uma ação insegura.

Por outro lado, um programa de calibração bem planejado e implementado estabelece avaliações periódicas do desempenho das malhas/componentes ao longo do tempo. Os dados adquiridos durante essas avaliações não só ajudam a estabelecer os intervalos futuros de calibração, como são críticos para a alocação de investimentos e de recursos operacionais. Políticas e procedimentos claramente definidos ajudam os planejadores de manutenção alocar adequadamente mão-de-obra e equipamentos para a calibração, seja durante ou entre os intervalos de produção. Seguindo os procedimentos de calibração estabelecidos e usando equipamento correto, a probabilidade de erros humanos é reduzida evitando práticas incorretas, atuação com base em informações erradas, garantindo os resultados esperados com relação aos esforços de calibração e promovendo o funcionamento correto de um IACS. Além disso, a redução ou o aumento das atividades de calibração com base na avaliação de dados advindos de um programa de calibração de gerenciamento de ativos de instrumentos podem reduzir os custos de manutenção e melhorar a confiabilidade e segurança.

A nova RP define e modela um sistema de gerenciamento de qualidade que pode ser usado para implementar e manter um programa de calibração para um IACS. Abrange tópicos como:

  • planejando um programa de calibração - incluindo tolerância de calibração de malhas, intervalos de verificação, bem como pessoal, equipamentos, procedimentos e sistemas de registro de calibração
  • verificando o desempenho de malhas e de componentes
  • gerenciando o programa

Os principais conceitos da RP incluem:

  • a importância de um programa de calibração bem planejado para a segurança da operação da instalação e operação desejada
  • a importância de monitorar a implementação do programa de calibração e fazer correções / melhorias quando necessário
  • calibração de malhas ao invés de focar apenas nos instrumentos de campo
  • estabelecendo metas razoáveis ​​para medição do desempenho de cada malha (ou seja, a tolerância de calibração das malhas) ao invés de apenas usar a precisão disponível do instrumento de campo
  • a diferença entre o equipamento de teste (que é usado para verificar o funcionamento de uma malha / componente) e o equipamento de calibração (que é usado para ajustar um componente)
  • instrumentação baseada em tecnologia mais recente (como dispositivos "inteligentes"), que é mais precisa e mais estável que os dispositivos com tecnologia mais antiga, exigindo um monitoramento de calibração menos freqüente, mas usando equipamentos de calibração mais precisos

Essa abordagem de calibração é bem sucedida quando os usuários aderem aos conceitos estabelecidos pelas diretrizes, oferecendo às suas empresas todos os benefícios de uma abordagem padronizada para o procedimento de calibração.

Para obter informações sobre como visualizar ou obter a ISA-RP105.00.01-2017, visite www.isa.org/findstandards. Para obter informações sobre o comitê ISA105, Commissioning, Loop Checks, and Factory & Site Acceptance/Integration Tests for Industrial Automation Systems, entre em contato com Charley Robinson, ISA Standards, crobinson@isa.org.

 


Sobre o Autor:

Jim Federlein, PE, é presidente da norma ISA105 e diretor do Conselho de Normas e Práticas da ISA. Ele é diretor da Federlein & Associates, LLC.

 


Artigo traduzido por Ana Cristina Rodrigues para a ISA São Paulo Section, e republicado com permissão da ISA, Copyright © 2017, Todos os direitos reservados. Este artigo foi escrito pelo autor acima e publicado originalmente na revista InTech Online de Set-Out / 2017 em: https://www.isa.org/intech/201710standardsA ISA não se responsabiliza por erros de tradução neste artigo.

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